terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Adventos.



Era difícil de acreditar
Agora, sozinha, sem par
Desiludida foi para a rua
Sem destino, sem rumo,
Uma mulher nua
Eles a olhavam com dó
Chorava, corria, garganta com nó
Clarice ouvia as palavras
A todo momento
Trocou o momento de amor
Por lamento
Encontrou um lugar bem distante
Deitou-se na grama mas obstante,
Olhou para o céu e pediu a clemencia
Tiraria sua vida, queria a anuência
Ficou entregue assim por horas
Mas o destino não fez o que quis, deu o fora
Clarice chorou abundante e copiosa
Adormeceu no gramado
Por um passarinho seu corpo acordado
Ele então disse a ela:
- sou tão pequenino, sou um passarinho
Busco longe comida, deixo filhotes no ninho
Talvez ao chegar nenhum eu encontre
Mas continuo a jornada
Porque essa é minha estrada
Peço a você que não vá
Olhe pro mundo, olhe pra lá
Clarice virou os seus olhos a leste
Eram crianças brincando sem veste
Mais uma vez ela chorou e chorou
Pegou o seu corpo e até lá o levou
De longe o passarinho só observou
Abriu suas asinhas e voou.
Ana Cristina.
Imagem:Google.

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