quarta-feira, 19 de outubro de 2016

SOBERANA!

Joguei as vestes e tudo que me reveste,
Pelo caminho, pela estrada, na calçada,
Ficaram tantos, pelos cantos, pelos ares,
As vontades, as verdades, os anseios,
Deixei as lágrimas, as saudades, as dores,
Sobraram raiva, ira, ódio, enfurecimento,
Endurecimento, animalidade,
VETERANA.....
Gritei meu posto, cravei o gosto, mudei o rosto,
Dei muitas ordens, impus a desordem, enlouqueci,
Vesti o manto, enxuguei o pranto, entoei um canto,
Era de amargura, a carne dura, brami aos santos,
Cuspi nas sagradas e coisas insanas,
E de vermelho, um manto alheio a cor do amor
Cobri a pele que ardia em fogo, louco ardor
SANTA......
Do lamaçal, do vendaval, do temporal,
Senhora de mim, na direção, do mal doentio,
Febril sorvi da noite o açoite, o mal,
Converti a bondade e a castidade em perversidade,
Onde havia luz impus o negro manto habitual,
Vontade animal, sou ser carnal, atemporal
IMORTAL....
Um sono sem igual se abateu sobre a terra,
Foram dias de tréguas entre a luz e a escuridão,
Até que o sol em sua subserviência ao homem
Renasceu, 
O que era lama, secou, o ser amorfo se escondeu,
A fúria gritou, esperneou mas cedeu,
Nos campos brotaram flores e o mundo, 
o mundo todo,
Enterneceu de amor!!!!
Ana Cristina da Costa.
Créditos da Imagem: Pinterest.

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